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O Início de Carreira
Minha ligação com o futebol começou antes mesmo de eu nascer. Meu pai, meu tio, até mesmo minha mãe, todos na minha família adoravam futebol e sempre se reuniam para jogar juntos. Quando eu era criança, praticamente só jogava futebol, ou com minha família ou com meus amigos do bairro. E por incrível que pareça, foi assim que comecei minha carreira.
Quando eu tinha 9 anos, o Sílvio, um garoto que morava perto de mim e jogava no Coritiba, me perguntou se não queria participar de um dos testes que o clube fazia toda quinta-feira com a molecada. Gostei da idéia e fui ver como era.
No dia do teste, levei um tremendo susto. Havia mais de 200 moleques por lá e pensei que não teria a menor chance. A criançada era dividida em diversos times e punha pra jogar, ou melhor, brincar, porque não dava nem 10 minutos de jogo.
Depois da brincadeira, eu estava trocando de roupa para ir embora quando o prof. Miro, que comandava a peneira, chegou para mim e perguntou se não queria ir treinar futebol de salão na AABB. Ele foi até a minha casa e falou para o meu pai que eu ainda era muito novo para jogar no campo, mas disse que seria interessante que eu jogasse futebol de salão. Depois, quando tivesse idade suficiente, voltaria para o Coritiba.
Alguns anos depois, em 1990, o prof. Miro foi na AABB ver quais garotos estariam interessados em disputar o Campeonato Brasileiro Infantil pelo Coritiba. Na época eu preferia jogar futebol de salão, mas decidi tentar uma vaga no time mesmo assim. Consegui. Foi uma época muito boa, pois como continuei competindo pela AABB, ficava o dia inteiro jogando bola: salão à noite e campo à tarde.
Isso continuou até o início de 1995, quando meu treinador nos aspirantes do Coritiba, Cláudio Marques, falou que pretendia me indicar para o profissional, mas eu teria que optar entre o futebol de salão e o campo. Já pensando no meu futuro, escolhi jogar campo pelo Coritiba. Ainda joguei nos aspirantes até abril, quando fui lançado no profissional pelo Paulo César Carpegiani.
Quando me profissionalizei, o time principal do Coritiba estava mal no campeonato, ao contrário do time de aspirantes, que havia sido campeão em 94 e vinha bem também em 95. O Carpegiani, então, decidiu dar oportunidade para a garotada e o time começou a vencer, terminando como vice-campeão. A partir daí, me firmei definitivamente no time principal e no mesmo ano, sob o comando do Lori Sandri, subimos para a Série A do Campeonato Brasileiro.
Assim começou minha carreira. Felizmente posso dizer que tive mais alegrias do que tristezas no futebol e espero obter muitas outras conquistas, mesmo porque ainda estou longe de parar de jogar futebol...
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